segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O capitalismo é de fato um sistema econômico que visa o lucro? Reflita:

Texto de Raí José Maciel da Silva,
professor, escritor e editor formado em Geografia-Licenciatura, Letras-Inglês
e pós-graduado em Teologia.

     Talvez a definição geral de capitalismo em qualquer livro ou portal na internet, será uma definição que trocando palavras para não ficar uma cópia fiel da escrita de um autor para outro, mas girará em torno da ideia de afirmar que o referido modelo econômico visa o lucro, como se isso fosse algo obrigatório, enquanto que na prática, o fato não ocorre.

    Quem vive num país capitalista, sabe que embora muitos busquem o lucro desenfreado, mas não há nenhuma obrigação por parte do governo para que você viva nessa busca incessante pela referida acumulação, não existe uma imposição de que se você não fizer, sofrerá consequências perante à lei.

    Num país socialista, você é obrigado a aceitar o que o governo determina, diante de um Estado cada vez mais forte, controlador, que restringe certas liberdades individuais, enquanto que todas essas são permitidas no capitalismo e ninguém é oficialmente obrigado a acumular.

    Muitos podem dizer que:

    Não é que seja uma lei, uma obrigação oficial visar o lucro e acumular, mas que uma sociedade competitiva praticamente te obriga a isso: Você não prega tanto a liberdade? Por que se sente tão obrigado a copiar o que os outros fazem? Não é você mesmo quem gosta de romper com regras e tradições que são as bases das sociedades ocidentais? Pois bem, não compre a roupa da moda, não troque de celular todo ano, não tome o refrigerante mais tomado e tampouco ligue para a aprovação ou desaprovação dos outros! Você não é o primeiro a não se preocupar com o que os outros pensam em tantos outros assuntos que envolvem pensamentos conservadores apresentando seus pensamentos e estilos de vida progressistas? Por que só o estímulo ao lucro te seduz? Por que as tradições religiosas e os costumes conservadores como um todo não geram a mesma atração em você?

    Outros podem ainda questionar dizendo que se você não entrar na dinâmica do estudo e do trabalho, ficará de fora do mercado e não terá oportunidades: Ora pois, veja - Quantas pessoas vivem com o básico e não por falta de oportunidade mas porque escolheram viver assim - notem que há estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil, e não falo daqueles que vêm trabalhar na informalidade, mas na formalidade, o que significa que não faltam vagas no país, o que falta é a pessoa em caso de necessidade, aceitar se abrir para outras áreas, ou se quer manter-se apenas na sua, aí é uma decisão, não uma necessidade, logo, se assim decidir, não poderá culpar o Estado, mas terá estudar mais, se preparar mais e entrar na competitividade por autodeterminação.

    É agora onde muitos questionarão: Mas como se as oportunidades não são iguais? Como não? No que se refere ao governo são sim! Ah, mas e a vida individual de cada um? Mas isso não depende do governo! O governo oferece oportunidades iguais a todos, o que muda é o que a pessoa e sua família fizeram antes: O governo não é culpado se o pai e a mãe de uma pessoa melhor conseguiram acumular mais recursos e os de outra pessoa não, e olha que nem estou culpando os pais que não conseguiram ganhar mais dinheiro, apenas estou constatando um fato que não é culpa do governo, e aqui considerando pais que começaram do zero nos dois exemplos. Até mesmo num país socialista, aquela pessoa que nasceu num berço com menos economias dos pais, teria direito à educação igual ao outro que o pai e a mãe tenha juntado mais recursos na medida do possível. Porque num país capitalista, certos pais dão material mais decorado, paga professor particular e não exige do filho já jovem ter que começar a trabalhar, não quer dizer que outros não tenham igual direito à educação pública e há casos de pessoas que estudando em colégio público, passam em concursos na frente de pessoas que estudaram no particular, pois não é dinheiro que compra esforço e conhecimento. Quantas pessoas a vida toda estudaram em escola pública, nunca tiveram vantagem nenhuma com nada, nem auxílio do governo nunca receberam e conseguiram conquistar seu lugar.

    Muitos podem alegar que em países socialistas, direitos básicos são garantidos a todos: Até a página B, pois quando o país não se sustenta, o povo é o primeiro a passar pela miséria, enquanto que os governantes vivem na maciota. E países completamente socialistas, isto é, na economia e na ideologia, historicamente não prosperaram da mesma forma que aqueles que adotaram que seja um mercado capitalista. Muitos citam os países nórdicos e outros países europeus como exemplos de países socialistas que dão certo, esquecendo-se que, na verdade, eles têm um mercado capitalista, enquanto que apenas as ideologias são progressistas, como é o caso da China, na Ásia, que mantém um governo socialista no que tange às leis, ao controle das liberdades individuais das pessoas etc, mas só progrediu quando abriu a economia e adotou um mercado capitalista, se tornando a fábrica do mundo. Mas o que adiantou? O dinheiro veio, mas a liberdade não.

    O sistema completamente socialista obriga a sociedade a ser exposta a apenas poucas coisas autorizadas pelo governo, obriga as pessoas a se enquadrarem num regime que só se mudarem de lá, caso o governo permita a saída do cidadão do país, que poderiam apostar numa realidade diferente; enquanto que no sistema capitalista, a pessoa é livre para acumular, mas também não é obrigada. A pessoa num país capitalista pode ser aquela que tira o essencial para sua família e aproveita o tempo como deseja, consome aquilo que mais lhe atraia e pode descansar sem medo de ter sua liberdade de expressão cassada. Aquele que fica querendo só ganhar mais e mais e nada chega, não aproveita o que já tem com a família e só quer aumentar, aumentar e aumentar o patrimônio, não é escravo do sistema, mas de sua ganância. A definição que o mundo dá para capitalismo, na verdade seria a definição para ganância, para mercenarismo, para consumismo, enquanto que a verdadeira definição para capitalismo, deveria ser possibilismo, pois não te aprisiona num sistema, mas lhe permite muitas possibilidades, entre elas a de escolher uma só marca, consumir apenas o necessário e dentro dele viver o seu minissocialismo. É possível ser socialista com os amigos que queiram viver todos iguais, num sistema capitalista, mas não é possível fazer o mesmo, isto é, ser capitalista dentro de um sistema socialista, a menos que a pessoa seja um governante ou membro do alto escalão do governo e outras classes por vezes privilegiadas.

    Termino concluindo: Sei que muitos vão apresentar questionamentos com falsas simetrias, com falsos espantalhos e tantos outros argumentos que se eu lutasse para já deixá-los respondidos, ainda assim não adiantaria, por isso encerro por aqui e peço para cada um olhar para si. Se você mora num país como Brasil, Estados Unidos, Coreia do Sul, África do Sul ou outros mais, veja se vale a pena abrir mão de tudo que você têm e ir para Cuba ou para o Vietnã, ou se é melhor ficar na sua terra ou buscar outra similar, pois o socialismo na totalidade é isso aí, China e países europeus chamados de sociais democracias, na verdade são capitalistas de mercado, mergulhados em ideologias progressistas. Alguns posicionamentos de países capitalistas com viés mais conservador, podem te desagradar, mas pelo menos lá, você é livre para criticar.

    Capitalismo não é, nem nunca foi em minha visão, uma prisão, mas uma decisão. Não o vejo como acumulação, lucro, obrigatoriedade, mas como opção, organização e possibilidade.

    Minha visão enquanto não só professor formado em duas graduações, sendo uma na área de humanas e a outra na área de linguagens, mas também nos meus estudos de especialização, onde estudando a teologia e aplicando na realidade católica, no parágrafo 2425 do catecismo, encontro uma menção que parece preparar o terreno para a tese que aqui defendi neste ensaio. A Igreja rejeita integralmente as ideologias socialistas e comunistas, que muitas vezes atuam nos países que são chamados de socialistas que deram certo. A única coisa socialista nesses países, é justamente todo o arsenal de ideologias condenadas pela Igreja, enquanto que o que faz o país prosperar, é o mercado capitalista. E no mesmo parágrafo, a Igreja não condena o capitalismo integralmente, mas apenas quando visto naquilo que a maioria das definições até então consagradas tentam apresentá-lo, como se fosse necessário o individualismo, enquanto que ele é apenas possível; mas a Igreja não condena o capitalismo como possibilidade, onde é permitida a organização, a vivência para as coisas de Deus e para a família, tal qual a caridade e a solidariedade. Resumindo para terminar de encerrar - O que vejo como modelo mais próximo do moralmente aceitável pela fé que professo, é este que acabo de apresentar e como estamos no capitalismo, você é livre para discordar, não é obrigado a concordar. Mas será que num país completamente socialista e/ou comunista, eu poderia uma tese assim publicar?

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Ano bissexto - 29 de fevereiro: Conheça os anos bissextos e os falsos bissextos

29 de fevereiro

O dia 29 de fevereiro ocorre uma vez a cada 4 anos, o ano onde ele aparece é chamado de ano bissexto e tem 366 dias. Isso ocorre pois o movimento de translação da terra, ou seja, o movimento que ela executa girando ao redor do Sol, não dura exatamente os 365 dias que tem o ano, e sim 365 e 6 horas. Essas 6 horas somadas ao longo de 4 anos, formam um dia, e este dia é adicionado ao mês de fevereiro, no caso, o menor dos meses, que mesmo com um dia adicional no ano bissexto, continua sendo o menor mês do ano.

*Curiosidade: As 6 horas mencionadas acima, é uma forma arredonda usada para melhor explicar o ano bissexto, porém, são 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.
Com essa diferença de alguns minutos, acumuladas durante anos, dá uma diferença em nossa contagem, como isso para normalizar a situação, os anos finais de séculos, múltiplos de 100 e não múltiplos 400, não são bissextos; já os anos finais de séculos, múltiplos de 100 e múltiplos de 400, se forem bissextos, podem ser normalmente. Assim, seguimos com este nosso costume de a cada 4 anos ter um ano bissexto, porém, temos alguns anos que são falsos bissextos, um ano que achamos que seria bissexto e não é.
O ano de 1900, o último do século XIX, não foi bissexto. (Mesmo o ano de 1896, ter sido bissexto, o próximo bissexto só ocorreu em 1904, ou seja 8 anos depois.). Note que 1900 é múltiplo de 100, porém, não é múltiplo de 400.
O ano 2000, o último do século XX, foi bissexto, (1996 foi bissexto e 2004 também). Note que 2000 é múltiplo de 100, porém, é também múltiplo de 400.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Brexit: Saída do Reino Unido da União Europeia

Após anos de negociações, o Reino Unido deixa a União Europeia


                

                         Bandeira do Reino Unido                                 Bandeira da União Europeia

Na próxima meia-noite (horário de Londres), na virada de 31 de janeiro de 2020 para o dia 01 de fevereiro do mesmo ano, o Reino Unido deixa oficialmente de fazer parte da União Europeia. Desde o plebiscito de 23 de junho de 2016, onde a maioria dos britânicos optou pela saída do país do bloco, até o momento, foram diversas discussões e negociações sobre o assunto. O país teve nesse período 3 primeiros-ministros diferentes (David Cameron, Theresa May e Boris Johnson). Entre apoiadores e contrários ao Brexit, o dia da saída do país do bloco chegou, amanhã já acordaremos com um novo mapa da União Europeia.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Paulista, Paulistano e São-paulino. Entenda a diferença:

Paulista, Paulistano e São-paulino. Entenda a diferença:


Quando usar cada uma das palavras acima?

Todas elas existem, mas em contextos distintos; vejamos:

Bandeira do Estado de São Paulo

O termo ´´Paulista`` se refere a todo aquele que nasceu e/ou mora no estado de São Paulo.

Bandeira do Município de São Paulo

O termo ´´Paulistano`` é menos abrangente que o anterior, pois designa apenas as pessoas nascidas no município de São Paulo, capital do estado supracitado. Sendo assim, todo Paulistano também é Paulista, porém, nem todo Paulista é Paulistano.

Obs.: Cuidado para nunca dizer que ´´Paulistano`` é quem nasce e/ou mora apenas na cidade de São Paulo, pois isso é incorreto, quem nasce e/ou mora na cidade de São Paulo, que é a sede do município, é ´´Paulistano`` sim, mas não só eles, mas também todos aqueles que nasceram e/ou moram nos distritos do referido município. Portanto a melhor explicação para o termo ´´Paulistano`` é pessoa que nasce e/ou mora no município de São Paulo, ou seja, o município como um todo, e não apenas na cidade de São Paulo, a sede. Quando se diz que ´´Paulistano`` é quem nasce e/ou mora na cidade de São Paulo, exclui-se aí os nascidos e moradores dos distritos, que também são ´´Paulistanos``

Brasão do Time São Paulo Futebol Clube

´´São-paulino`` não é um gentílico, porém é um termo usado para se referir-se a membros e torcedores do time ´´São Paulo Futebol Clube``, não restringindo-se apenas a membros e torcedores nascidos e/ou residentes do município ou do estado, mas todo e qualquer torcedor ou membro do time por todo o Brasil e por todo o mundo.

Curiosidade: Uma só pessoa pode abranger os 3 termos, ´´Paulista``, caso tenha nascido e/ou mora no estado de São Paulo, ´´Paulistano`` caso tenha nascido na capital do estado e/ou mora atualmente e ´´São-paulino`` caso seja torcedor do time São Paulo Futebol Clube.

domingo, 20 de outubro de 2019

Raposo - Itaperuna - RJ (Estância Hidromineral no Estado do Rio de Janeiro)

Raposo - Itaperuna - RJ
(Estância Hidromineral no Estado do Rio de Janeiro)

Entrada do distrito com a indicação ´´Raposo - Itaperuna - RJ``

Raposo é o 7º distrito de Itaperuna, junto com a sede (Itaperuna), Boa Ventura, Comendador Venâncio, Itajara, Nossa Senhora da Penha e Retiro do Muriaé, formam o município de Itaperuna.

Bandeira do município de Itaperuna - RJ

Raposo é conhecido por ser uma estância hidromineral responsável pelo comércio de águas com propriedades medicinais, que podem nos dias de semana, serem experimentadas por meio de amostras gratuitas para visitantes.

Entrada do Fontanário Raposo

Fonte e local de amostra grátis

O Fontanário Raposo foi construído no local onde foi descoberta a primeira fonte de água do local, o nome se deve ao proprietário responsável pela descoberta em 1911, Antônio Raposo de Medeiros, primeiramente batizado de Água Santa do Seu Raposo.

O nome, do proprietário, também veio a ser usado para nomear o distrito.

Também parte da entrada do Fontanário Raposo

O Seu Raposo também foi o responsável pela construção do conhecido Hotel Fazenda Raposo, para melhor abrir os visitantes, que aos poucos começaram a chegar.

Chegada do Hotel Fazenda Raposo

Além ainda da fama das águas minerais, temos também a fama religiosa. Há anualmente uma tradicional festa de carros de boi realizada no distrito em torno da Igreja Santo Antônio de Raposo.

Igreja Santo Antônio de Raposo

Centro de Raposo no dia da festa dos carros-de-boi

A cidade lota neste dia e atrai turistas principalmente dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. É chamada também de festa Rio - Minas.

Fotos do desfile dos carros-de-boi

Link de vídeo do 55º desfile em 2017, homenageando Nossa Senhora Aparecida, em seu tricentenário.

Parque com outra fonte em Raposo

Monumento em área comercial e residencial de Raposo

A cidade também conta com muitas lojas de roupas, enfeites, lembranças e artesanatos, que movimenta a renda local. Uma vez que o turismo é forte, o comércio também é.

Raposo tem ligação asfaltada à estrada que dá acesso a Muriaé - MG, Patrocínio do Muriaé - MG, Eugenópolis - MG, Laje do Muriaé - RJ , Retiro do Muriaé (Distrito de Itaperuna) e Itaperuna (Sede). Também tem acesso asfaltado ao município de Natividade - RJ.

A hospedagem e acolhimento é elogiada, além de várias opções de lazer como piscinas, compras, Igreja, fontes etc.

O distrito de cerca de 3000 habitantes é pequeno, tranquilo e acolhedor, e vale a pena ser visitado.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

É possível alguém ser chefe de estado de mais de um país?

É possível alguém ser chefe de estado de mais de um país?


Simón Bolívar

Bom, apesar de não ser muito comum, mas ainda vemos alguns casos de pessoas que já foram vereadores e prefeitos em mais de uma cidade, governadores, senadores e deputados que já assumiram mandatos em nome de mais de um estado; porém, quando se fala de chefes de estado, isso é bem mais raro ainda, mas existem casos.

O mais conhecido é o de Simón Bolívar, que foi presidente de 4 países latino-americanos. Sendo:

Por mais de um mandato, de 1813 a 1819, presidente da Venezuela.

Por um longo período, de 1819 a 1830, presidente da Grã-Colômbia, hoje = Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.

Em 1825, foi também presidente da Bolívia, sendo o primeiro presidente destes país, que inclusive é homenageado pela Bolívia, que utiliza como inspiração o seu nome para nomear o país.

E no neste mesmo período de 1824 a 1827, foi presidente do Peru.

Realmente são raros os locais onde ocorrem casos como este. Dificilmente você encontrará alguém que administre dois lugares ao mesmo tempo ou mesmo que não seja ao mesmo tempo, mas que exerça um mandato em um e outro em outro, mas existem.

No Brasil e em outros países, como os Estados Unidos, é impossível alguém ser presidente destes países sendo nascido no exterior, mas com relação aos estados e municípios, há sim pessoas que já exerceram cargos em mais de uma cidade e mais de um estado. Temos Leonel Brizola, que já foi governador do Rio Grande do Sul e e por dois mandatos do Rio de Janeiro, sendo que também já foi deputado pelo extinto estado da Guanabara. José Sarney que já foi senador pelo Maranhão e pelo Amapá.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Países Baixos ou Holanda? Qual é o nome correto do país?

Países Baixos ou Holanda? Qual é o nome correto do país?



O país europeu, conhecido por seus pôlderes, localizado na Europa Ocidental, ao norte da Bélgica, ao oeste da Alemanha e com saída para o Atlântico, por muitas vezes é chamado de Holanda, porém, essa denominação é errônea, pois se refere a apenas parte do país.


Como é possível observar no mapa, o país é composto por 12 províncias, justamente as duas onde estão as capitais Amsterdã e Haia, são respectivamente chamadas Holanda do Norte e Holanda do Sul. Essa região onde estão as duas províncias onde ficam as capitais do país, é chamada de Holanda, e foi a região que dominou todo o território do atual país por muito tempo, e hoje, seguem sendo as províncias que abrigam as capitais nacionais da nação. Devido a essa influência das holandas e dos seus respectivos habitantes, os holandeses, que inclusive graças às províncias e ao gentílico de quem lá nasce, que o nome do idioma do país ficou sendo chamado de holandês. Porém, o país, não se chama Holanda, é uma denominação errada que prevaleceu por muitos anos e que hoje o país está lutando para ver se consegue remover essa cultura dos estrangeiros, de denominar seu país como Holanda.

Mas qual é então o nome do país?

Voltando lá no início, o país é conhecido por seus pôlderes, que são áreas planas, baixas e alagáveis, protegidos por diques, estruturas que retém a água do mar. Como o país é construído nessas áreas em sua maioria, o nome dado em sua língua local foi Nederland, literalmente em holandês Neder-Landen = Terras Baixas, que em português foi traduzido como Países Baixos, a denominação que o referido país gostaria de ser chamado.

Em diversas línguas temos ambas as versões usadas, mas os holandeses não veem a hora de os anglófonos finalmente pararem de usar Holland e utilizarem apenas Netherlands, esperam anciosamente que os lusófonos substituam finalmente Holanda por Países Baixos. Querem muito que os hispanohablantes deixem de dizer Holanda e digam Países Bajos, que os italianos digam Paesi Bassi ao invés de Olanda,  que os franceses não digam mais Hollande e digam apenas Pays-Bas etc.

Resumindo em nossa língua, os cidadãos do referido país, querem de todas as formas, que seu país seja chamado de Países Baixos, sendo este o nome oficial da nação.